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Solte a flecha!
04/03/2015
Solte a flecha!

Hoje me recordei de um momento com o meu saudoso pai, que certo dia chegou em casa com um arco e flecha. Ele havia ganhado de um índio, quando passou por uma tribo, numa de suas viagens pelo Brasil. Então, ele me disse: “filho, eu trouxe esse presente para você: um arco e flecha feito pelas mãos de um índio caçador. Ele me pediu para entregá-lo a um grande guerreiro”.


Depois, ele me contou que ficou impressionado ao ver o índio caçar com aquele instrumento. E olha que Sr. Antonio era campeão de tiro e grande caçador, já que desde pequeno caçava aves para comer com seu pequeno estilingue. O que realmente impressionou meu pai foi ver o índio deitar-se no chão, segurar o arco com os pés, puxar a flecha até a distensão máxima do arco, apontando-a para o céu e, por fim, soltá-la. Pouco menos de um segundo depois viu uma ave cair próximo aos seus pés.


Saí dali todo inspirado, pintei-me de índio, deitei-me no chão, coloquei os pés no arco e comecei a lançar a flecha numa madeira velha que encontrei no quintal. No final da tarde, enquanto estava deitado praticando, vi uma ave pousar numa árvore e decidi caçá-la como um índio guerreiro. Puxei o arco no máximo, fiz pontaria e soltei a flecha. Ela passou perto da ave, mas continuou voando, voando, indo muito mais longe do que eu pude acompanhar com meus olhos. Só então descobri que havia perdido a única flecha que tinha.


Nem preciso dizer o quanto chorei, pois fiquei sem a ave e sem meu novo brinquedo. Meu pai com sua firmeza costumeira, disse-me: “Pára com essa frescura. Por que você está chorando?”. Eu respondi: “Eu perdi a flecha, papai, eu perdi”. Então, ele respondeu: “Meu filho, estou feliz por você ter tentado e ainda mais por ter soltado a flecha”. E já emendou: “Marquinho, o mais importante, ficou em sua mão – seu arco. Que tal fazermos uma nova flecha? Ou você acha que todas as flechas lançadas pelos índios voltam para eles?”… Por que estou contando essa história?


Imagine que você tenha um sonho que alimenta há muitos anos e que ele seja um alvo que você deseja imensamente acertar. O arco é sua inteligência, sua mente, sua cabeça, seu corpo, enfim, você. E a flecha é a ação que você precisa realizar para atingir o alvo desejado.


O problema nos dias atuais não é a falta de alvos. Muitas pessoas costumam fazer uma lista do que querem (alvos) todo final de ano. O problema não é deixar de usar o arco, pois elas o manejam todos os dias. O problema também não está em puxar a flecha e dobrar o arco no seu limite máximo. Muitas estão estressadas e cansadas de tanto esforço ou de andar em círculos. O que elas não percebem é que o problema está justamente em nunca soltar a flecha.


Por medo de perderem a única flecha que acham que têm em mãos, alguns ficam com medo de soltá-la. Ficam com medo de não acertar o alvo e perder a flecha. Receiam as críticas e frustrações. Alguns acreditam que o alvo está muito longe, quase inalcançável. Pensam: “não estou pronto para soltar; o momento não é ideal; não tenho visibilidade total; não tenho forças; não tenho o melhor arco; minha flecha está torta; alguém vai caçar por mim…”.


Por outro lado, vejo poucos se arriscando e soltando sua flecha, para vê-la voando muito alto. Se acertam? Não importa, pois a cada flecha disparada, sabem que ela voará cada vez mais alto. Têm convicção de que estão cada vez mais perto do centro do alvo, sonho ou desejo. Sabem que precisarão de mais de uma flecha (ação) para acertar seu alvo. E que devem continuar atirando mesmo após acertar pela primeira vez o alvo.


Então, não importa o alvo ou a flecha que você tem à sua disposição, saiba que tem o mais importante – o arco (corpo+mente+espírito). Você pode perder uma flecha, mas pode arregaçar as mangas, produzir uma nova e recomeçar a qualquer momento. E continue tentando, pois uma hora você calibrará sua pontaria e verá várias flechas, uma após outra, acertando o alvo.


Só que o maior barato de que eu me lembro até hoje, e pretendo nunca esquecer, foi o momento em que soltei aquela flecha. Aquele milésimo de segundo em que respirei fundo, prendi o fôlego, olhei mais uma vez para o alvo e relaxei o polegar e indicador até ouvir o som da flecha singrando os ares junto com o uivo da corda do arco. E tenho soltado flechas em minha vida até hoje.


Outro dia perguntaram a um campeão de tiro com arco qual era seu segredo para acertar sempre no alvo. Ele respondeu: “Depois que você treina muito, descobre que não precisa mais pensar no alvo. Basta atirar flecha em alguma direção e depois colocar um alvo na direção de cada flecha lançada”. Enfim, amigo, solte a flecha! Ou você vai continuar o resto da vida imaginando como seria sua vida se você a soltasse? Vamos! O mais importante você já tem – seu arco.

 

Escrito por: Marcos Sousa.

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04/03/2015
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